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Por Álvaro Blasina
Resulta fundamental para atingir o sucesso na criação de canários, a compreensão de que as "técnicas de acasalamento" começam bem antes de efetivamente juntarmos os canários que iremos utilizar na criação. Permito-me enfatizar algumas etapas fundamentais de extrema importância para o sucesso na criação.
Planejamento saber exatamente qual a cor que desejamos criar, o espaço de que dispomos para a criação, fazer uma projeção o mais detalhada possível será o primeiro passo para o sucesso. Conhecimento Uma vez definida a cor que desejamos criar, devemos nos aprofundar no conhecimento teórico e prático dessa cor. Quais são os critérios de julgamento, e quais os canários de melhor qualidade no momento para podermos dessa forma definir com mais clareza quais os canários do plantel que tem padrão suficiente para aspirar a um resultado animador e quais estão longe o suficiente de nossas aspirações de forma que os mesmos sejam descartados da criação. Considerando que em quase todas as cores evidenciamos uma evolução notória na qualidade dos exemplares apresentados, resulta fundamental uma permanente reciclagem e apurada observação para nos sentirmos mais capacitados para uma justa avaliação dos nossos exemplares e comprar as matrizes mais convenientes.
Fatores de seleção O acasalamento é o momento mais importante no calendário ornitológico pois cabe a nós extrairmos do material genético disponível, o maior proveito com produtos de alta qualidade. Assim sendo, dependerá das decisões que tomemos, a qualidade dos filhotes resultantes. Para tal fim, creio fundamental lembrar que podemos dividir os inúmeros fatores de seleção, em dois grandes grupos, cuja compreensão é de extrema importância. Chamaria estes grupos de "extremos" e "intermediários". Os fatores de seleção "extremos" são aqueles que visam a máxima expressão sempre. O objetivo é: quanto maior expressão, melhor. Assim sendo, um vermelho, quanto mais vermelho, melhor; a plumagem, quanto mais sedosa melhor. A distribuição do lipocrômo, quanto mais homogênea, melhor. Para estes fatores extremos, não há limites de qualidade e portanto, nos pais devemos sempre procurar a maior expressão possível. Já os fatores "intermediários" o cuidado é maior, considerando que o ponto ideal é um equilíbrio entre os extremos. Temos como exemplo, o fator nevado. A névoa não pode ser nem muito longa nem extremadamente curta. Os fatores que determinam a forma sempre estão sujeitos a um equilíbrio constante. Ex. tamanho entre 13 e 15 cm, cabeça nem muito grande nem pequena, peito nem muito profundo nem muito fino, etc. Nestes casos, a formação dos casais deve sempre visar o complemento, ou seja, que (considerando que nenhum canário é perfeito), os defeitos de cada componente do casal sejam compensados com as virtudes do outro.
Prioridades Finalmente, devemos lembrar na hora do acasalamento, quais as prioridades que serão levadas em conta na hora dos nosso pássaros serem julgados. São nessas prioridades que devemos concentrar o nosso objetivo de qualidade, é claro, sem desprezar os outros fatores. Nos canários lipocrômicos, por eles não apresentarem melaninas, 50% da pontuação no julgamento corresponde à variedade (cor) e categoria ( intenso, nevado e mosaico). Concluímos portanto que caso desviemos nossa atenção para outros fatores, ( tamanho, forma, etc.) as chances de insucesso estarão aumentando.
Resta apenas desejar aos amigos canaricultores, muito sucesso e excelentes resultados,
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